O que as empresas da Fórmula 1 acham sobre o GP do Bahrein

No começo de abril, expressei minha contrariedade com a realização do GP da Fórmula 1 no Bahrein com um post no Esporte Fino. É um flagrante apoio à monarquia local, que reprime duramente um movimento pró-democracia. No meu texto e em muitos outros que li sobre o assunto, o alvo das críticas é Bernie Ecclestone, o chefão da Fórmula 1. Não há dúvidas sobre o fato de ele ter o poder de referendar ou não o GP do Bahrein, mas convém não crucificar Ecclestone sozinho. A culpa de o GP do Bahrein ser realizado é coletiva e deve ser debitada também nas contas das empresas ligadas à Fórmula 1.

O Business & Human Rights Resource Centre foi atrás de dezenas de empresas ligadas à F1 para saber quais suas posições sobre as questões levantadas por entidades ligadas aos direitos humanos. Apenas 29% delas responderam, entre elas Ferrari, Mercedes, Renault, Shell, Microsoft e Petronas. A lista completa está aqui.

No geral, as empresas alegaram obrigações contratuais e respeito à organização do Mundial de Fórmula 1 para dizer que não tinham alternativa.

Será mesmo? Todos estão lá por obrigação?

Imagem: Carlos Lattuff

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