O boom de fast-food no Iraque

A filial da Pizza Hut na Green Zone, área de segurança em Bagdá. Essa loja não existe mais e a empresa encerrou suas atividades no Iraque. Foto: jf9236 / Flickr

Além de derrubar Saddam Hussein, promover a morte de 100 mil iraquianos, 4,5 mil americanos, gastar mais de US$ 1 trilhão, criar um paraíso para Al-Qaeda e dar ao Irã mais um Estado xiita para manipular, a invasão do Iraque, realizada por George W. Bush em 2003, pode colocar mais um feito em sua conta: levou o fast-food para Bagdá e redondezas.

Reportagem publicada no fim de agosto pela Associated Press mostrou o boom de lojas que vendem hambúrgueres, pizza, milk-sheiks, batata-frita, hot-dogs, entre outras coisas, no Iraque. As lojas são todas genéricas (há até uma KFG, que vende frango frito), pois as originais como Pizza Hut, Burger King e Subway foram embora junto com as tropas americanas, em 2011.

Para alguns iraquianos, a abertura dessas lojas é sinal de paz e progresso. Médicos, no entanto, já se preocupam com a gordura que os iraquianos, especialmente as crianças, vão ganhar. Há também preocupações sobre a concorrência entre a comida ocidental e os tradicionais restaurantes árabes.

Como se vê, o capitalismo chegou com tudo no Iraque. Com tudo de ruim que ele carrega dentro de si, e nada de bom.

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