Mulher e criança caminham por rua da cidade de Gaza. Atrás delas, um minarete de uma mesquita derrubado por Israel (Foto: Unrwa)

Trégua em Gaza: as leituras da semana

Mulher e criança caminham por rua da cidade de Gaza. Atrás delas, um minarete de uma mesquita derrubado por Israel (Foto: Unrwa)
Mulher e criança caminham por rua da cidade de Gaza. Atrás delas, um minarete de uma mesquita derrubado por Israel (Foto: Unrwa)

Na terça-feira 5 teve início uma trégua de 72 horas entre o Hamas e Israel, após quase um mês de conflitos na Faixa de Gaza. Uma trégua de longo prazo está sendo negociada. Enquanto isso, é preciso avaliar os aspectos políticos, humanos e éticos do que aconteceu. Abaixo, algumas sugestões para tanto.

Qual a ética em Gaza?

No Project Syndicate, o professor de bioética Peter Singer analisa os aspectos éticos das ações do governo de Israel e do Hamas. Para ele, as objeções morais aos atos do grupo militante palestino são maiores do que as que envolvem a ação israelense. Ainda assim, ele conclui que Israel não está fazendo o suficiente para minimizar a morte de civis palestinos no conflito.

Um diário da vida e da morte na Faixa de Gaza
O New York Times publicou o diário do escritor palestino Atef Abu Said, elaborado por ele entre 27 de julho e 3 de agosto. Os textos foram escritos do campo de refugiados de Jabalia, a área mais densamente povoada da Faixa de Gaza, onde Said mora com a família.

O conflito era necessário?
O texto de Nathan Thrall no London Review of Books é a leitura indispensável do momento. O analista do International Crisis Group mostra como o atual conflito foi resultado da pressão exercida sobre o Hamas e detalha os avanços e retrocessos diplomáticos ocorridos nos últimos mês. Thrall conclui afirmando que as mortes não mudaram em nada o cenário político e que todas as medidas a serem tomadas daqui para frente poderiam ter sido realizadas antes do início da Protective Edge.

Quais os impactos da guerra para o Oriente Médio?
No site do Carnegie Endowment for International Peace, os analistas Nathan J. Brown, Michele Dunne, Lina Khatib, Marwan Muasher, Maha Yahya avaliam como o conflito atual se relaciona com outras crises do Oriente Médio.

Uma tragédia pessoal
Em artigo intitulado “Nunca me pergunte sobre a paz novamente”, a jornalista palestina Asmaa al-Ghoul expõe a dor de perder quase toda a família por parte do pai em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza. As fotos da família Al-Ghoul massacrada circularam por agências de notícias, e mostravam os corpos de três crianças, entre elas um bebê de 24 dias, em uma geladeira de sorvetes enquanto aguardavam tratamento adequado. Asmaa viu as fotos dos parentes pela internet.

Uma crítica dos amigos de Israel
Em sua matéria de capa nesta semana, a revista The Economist se posiciona ao lado do governo e do povo israelenses, mas faz um alerta que inúmeros especialistas já fizeram: Israel está perdendo a guerra a longo prazo, pois a cada dia que passa a solução de dois Estados – Israel e Palestina – fica mais longe. A alternativa, um só Estado para israelenses e palestinos, coloca em risco um, ou os dois, aspectos centrais do projeto sionista: a democracia e o caráter judaico. Com os dois povos vivendo no mesmo país, essas características são inconciliáveis.

Imagem divulgada pelas Forças Armadas de Israel mostra o que seriam armas encontradas dentro de um quarto de criança em Gaza (Foto: @IDFSpokesperson)
Imagem divulgada pelas Forças Armadas de Israel mostra o que seriam armas encontradas dentro de um quarto de criança em Gaza (Foto: @IDFSpokesperson)

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