Em vídeo, a punição coletiva de Israel contra civis palestinos

Durante a Segunda Intifada, Israel usou largamente uma política de punição coletiva cujo alvo eram as famílias dos palestinos que realizavam atentados contra interesses israelenses: quando os agressores eram identificados, a casa de suas famílias era demolida ou implodida. A intenção era “dar um exemplo” e coibir novos ataques.

Encerrada a Segunda Intifada, a punição foi, até 2008, suspensa. Até 2014, quando o governo de Benjamin Netanyahu retomou a prática com afinco.

Punições coletivas e ataques a civis ou suas propriedades estão expressamente proibidos no artigo 33 da Quarta Convenção de Genebra. Trata-se, assim, de um crime sobre o outro, uma vez que a própria ocupação dos territórios palestinos é uma violação das leis internacionais.

A Justiça israelense, que em algumas oportunidades se mostra a garantidora última do espírito democrático do país, costuma autorizar esse tipo de operação. Há na Suprema Corte de Justiça de Israel um consenso pró-demolições, mas este começou a ser minado na terça-feira 1º, com um voto do juiz Menachem Mazuz.

No dia seguinte, a quarta-feira 2, as forças de segurança israelenses não apenas destruíram uma casa de civis palestinos como decidiram se vangloriar dela. A polícia de Israel divulgou um vídeo no qual policiais e engenheiros do exército explodem uma casa no campo de refugiados de Shuafat (Jerusalém Oriental) que pertencia à família de um palestino que matou dois israelenses em um ataque no ano passado.

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