O confronto entre o Exército Livre da Síria e a Al-Qaeda já começou

No fim de 2012, em um dos comentários que fiz sobre a situação na Síria, tentei mostrar aquilo que os poucos correspondentes internacionais presente no país vinham revelando, a existência de duas grandes forças entre os rebeldes que combatem Bashar al-Assad: os radicais islâmicos e o Exército Livre da Síria. Mostrar os tons de cinza na oposição a Assad fez com que eu fosse chamado, entre outras coisas, de “porta-voz dos terroristas sunitas sírios”.

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Quem não tem armas químicas na Síria?

No fim da noite de domingo 5, em entrevista à Radiotelevisione svizzera, a investigadora da ONU Carla del Ponte afirmou que os rebeldes sírios teriam usado gás sarin no combate às forças de Bashar al-Assad. Segundo ela, havia “suspeitas concretas” sobre este fato. Menos de 24 horas depois, o Departamento de Estado dos Estados Unidos e a ONU já haviam negado a fala de Del Ponte, uma mulher conhecida na comunidade internacional por fazer alarde de boatos.

Apesar do desmentido, não é improvável que, com o passar do tempo e o agravamento do conflito, a guerra civil síria se torne cada vez mais “química”.  Continuar lendo “Quem não tem armas químicas na Síria?”

Com o ataque à Síria, Israel acelerou a chegada de um conflito regional

Imagem da destruição provocada pelo ataque israelense no que o governo sírio chamou de "centros de pesquisa" nas proximidades de Damasco. Imagem: Agência Sana
Imagem da destruição provocada pelo ataque israelense no que o governo sírio chamou de “centro de pesquisa” nas proximidades de Damasco. Imagem: Agência Sana

Os ataques de Israel a instalações militares sírias ocorridos nas madrugadas de sexta-feira 3 e de domingo 5 devem ampliar as proporções da tragédia que é a guerra civil do país árabe e transformar a natureza do conflito de uma vez por todas.

Hoje, ocorre dentro do território sírio um confronto regional entre os dois eixos de poder do Oriente Médio. De um lado está o regime Bashar al-Assad, o Irã e o grupo xiita libanês Hezbollah. Do outro, os rebeldes sírios, apoiados pelas monarquias árabes comandadas por Arábia Saudita e Catar, a Turquia e, em menor medida por enquanto, as potências ocidentais, nomeadamente Estados Unidos, França e Reino Unido.  Continuar lendo “Com o ataque à Síria, Israel acelerou a chegada de um conflito regional”